Partiu parquinho?
Minhas viagens sempre foram no mesmo ritmo da minha vida profissional. Só faltava colocar metas de quantos "PONTOS de INTERESSE" por dia eu deveria ver.
Programava cada detalhe da viagem, incluindo todos os monumentos, praças e igrejas possíveis. Fazia todo o roteiro no google Maps, calculava tempo de deslocamento e programava o tempo que ficaria em cada um desses pontos. Mas com criança pequena tudo muda.Eu lia tantas informações a respeito, e via tantas fotos e posts que muitas vezes me decepcionava ao chegar. Não tinha muito mais o que descobrir. Todos os ângulos já me eram familiar.
Aos poucos fui acostumando com um novo ritmo de viagem:
Calculo aproximadamente o tempo necessário para cada CIDADE (baseado em comentários) e acrescento um dia extra. Reservo hotéis e passagens... E... PRONTO. Só isso.
Ao chegar para turistar, relaxo, tomo um banho e vou com calma planejando o que ver hoje... Amanhã eu vejo o que faltou e coloco no plano.
E agora vem uma nova forma de viagem. Com bebês e criança!!!
Criança não se interessa pelo monumento e muito menos pela vista panorâmica da cidade.
Bianca se interessa por duas coisas (e Melissa entra na onda): PARQUINHO e SORVETE!!!
Estou falando dos parquinhos de praça publica mesmo: gratuitos, com balanço, gangorra e escorregador. O problema é que nenhum mapa indica onde eles estão e também não são rankeados no TripAdvisor.
Nossa viagem as cidades vizinhas de Madrid são assim:
1) Parte do passeio reservado para Parquinhos.
E lá vamos nós... Aguentar Bianca no banco de trás do carro, acelerada, tentando bater o recorde de quem fala mais a palavra "parquinho" por segundo no mundo!!!!
2) Visitas a jato pelos palácios e museus (Nada de ler todas as plaquinhas e explicações...)
O ritmo é o de corridinhas para alcançar as meninas que estão ameaçando ultrapassar a cordinha que separa o público dos tronos e camas dos reis. Mais uma corridinha para encontra-las no meio do grupo de turistas a nossa frente que tenta ouvir o guia enquanto mãozinhas de criança encostam em suas pernas tentando passar...
3) Paradas para fotos de crianças que não param quietas na hora do click e que não se movem na hora do vídeo (!!!)
Fazemos um roteiro do que queremos ver e vamos adaptando de acordo com a paciência e disposição das meninas. Depois é só torcer para que tudo saia como planejamos...
Mas nem sempre dá certo. Viajar com crianças tão pequenas (um e tres anos) é sempre uma incognita.
Veja o próximo POST: "Nem sempre são flores"


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